Notícia

PLANEJAMENTO, GESTÃO E PATRIMÔNIO

Secretaria de Estado do Planejamento, Gestão e Patrimônio
Sexta, 16 Novembro 2018 15:45
ECONOMIA

Alagoas foi o Estado do Nordeste menos afetado pela crise econômica, apontam IBGE e Seplag

Dados do Produto Interno Bruto (PIB) referentes ao ano de 2016 foram divulgados nesta sexta-feira (16)

Setor de Agropecuária foi o que mais cresceu em relação ao ano de 2015 Setor de Agropecuária foi o que mais cresceu em relação ao ano de 2015 Foto: reprodução
Texto de Minne Santos

A Secretaria de Estado do Planejamento, Gestão e Patrimônio (Seplag), em parceria com o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), divulgou, nesta sexta-feira (16), os dados do Produto Interno Bruto (PIB) de Alagoas referente ao ano de 2016. De acordo com o estudo, o PIB do Estado alcançou um valor de R$ 49,456 bilhões no ano analisado.

Segundo os dados coletados por meio da Superintendência de Produção da Informação e do Conhecimento (Sinc), que é responsável pela análise do estudo na Seplag, o PIB alagoano apresentou queda de -1,4% em 2016, um recuo menor que o do próprio PIB nacional (-3,3%).  Além disso, de acordo com os números, Alagoas é a unidade federativa do Nordeste menos afetada pela crise econômica que assolou o País em 2015 e 2016.

“No contexto nacional, o Estado foi o que apresentou o menor recuo de PIB do País, ficando atrás apenas de Roraima, que variou positivamente o volume do PIB em 0,2% e do Distrito Federal, que não apresentou variação”, explica o gerente de Estatística da Seplag, Roberson Leite. 

Com base no levantamento, o setor de Serviços, que é responsável pela maior representatividade na economia alagoana, apresentou um Valor Adicionado (VA) de R$ 32,451 bilhões em 2016, com queda real de -1,15% em relação a 2015. Já o setor de Agropecuária foi o que mais cresceu em relação ao ano anterior do estudo, atingindo um VA de R$ 6.752 bilhões em 2016 e apresentando um crescimento real de 4,30%. 

“Na Agropecuária, constatamos um processo de recuperação em relação a 2015, principalmente devido ao crescimento de várias culturas, como a da laranja, no Vale do Mundaú, a do abacaxi, em Limoeiro de Anadia e a da batata doce em vários municípios alagoanos. Também tivemos uma recuperação do coco-da-baía e um crescimento da cultura do maracujá nas regiões da cidade de Coruripe”, afirma Thiago Ávila, superintendente da Sinc. 

O setor de Indústria, por sua vez, apresentou uma situação menos desfavorável em relação a 2015, mas continua em queda na economia. O estudo revela que o setor apresentou uma queda de -5,28% em 2016, resultando num VA de R$ 5,539 bilhões. 

De acordo com os dados divulgados e os estudos da Sinc, a expectativa é de uma retomada na atividade econômica alagoana a partir de 2017, já que no pior momento da crise, Alagoas sofreu menos que o País, e que, pelos dados preliminares, o PIB do Estado vem crescendo mais que o nacional. 

Para conferir a nota técnica com os dados referentes ao PIB alagoano de 2016, basta acessar o site dados.al.gov.br